Não me enfie goela a baixo
As notas vãs
Da tua balada sem compasso
Essa canção é um veneno
Que não beberei
Não me ponha nos ouvidos
Palavras que puseram em tua boca
A minha voz já está rouca
E a minha cabeça dói
A vida mansa
A sombra e a água
Não sobra nada
Aguardente
Não me ponha em meus lençóis
Restos de um presente
Pois tudo está no passado sem futuro
Que eu criei com o meu lápis
Rascunhando em manchas de fel
Não me diga que a vida é ruim
Com tanta gente sem rosto e sem nome
Lutando pra nadar nos esgotos
Do abandono do nosso ser
Não me enfie goela abaixo
Restos de drogas
Eu não quero sobras do teu prazer
A vida é tudo o que se põe e se tira
E o que se tira da vida
É o riso
Que você queria, mas não pode ter
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