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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Não havia nada ali, além de dor.

Lanças,
pontas de pedra afiada
corta, corroí e mata
na cabeça a pedra
o sangue vermelho corre
e a vida animalescamente
se desfaz, já delicada

Flechas,
arcos e arcos,
presa fácil
o homem também
tribos inteiras dizimadas
no berço da arte da guerra

Fumaça,
tochas e o fogo nada sagrado
para caça daqueles que odeia
para consumir vidas
e queimar esperanças

Facas,
em cidades fantasmas
no deserto de Israel
antes de Cristo
e o próprio criador
morto em nome de ninguém

Espadas,
Idade das trevas
que sobre nós sempre recaem
negras como a peste
sangue inocente, cruzado
agora em nome de Cristo

Mosquetes,
navegando os sete mares
"descobrindo" povos
e os punindo por sua 'não civilização'
um rio de sangue no coração da selva

Rifles,
e uma revolução seguida de outra
pobres passando fome
a esmola não cedida
e agora quem mata são os ideais

Fuzis,
sangue inocente
em uma lotérica vazia
morto pela estupidez
e as armas agora matam
por dinheiro e burrice.


*Dedico este poema humildemente a Cleiton de Macianis.
**Fiz este poema baseado em uma noticia que me chocou, me entristeceu e me deixou furioso com a sociedade por fim.

(Notícia: Jovem friamente assassinado em lotérica.)

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