Você me força a não tocar tua pele
A não tocar teu pé como quem toca um sexo imaculado
E me reforça a raiva e a vontade de ficar bem longe
Você se esforça com minhas forças a ficar na minha memória
O que, de fato, não é assim tão ruim
Mas meu esforço desmedido de enterrar tua lembrança
Faz de você semente e você brota em todo lugar
De tanto te escrever cartas-de-gaveta sem coragem de mandar
Virei repetição de um futuro que nunca virá
Você me força a não tocar tua língua
A não mesclar nossas salivas ante o teu despertar
E eu ainda ouço, como se fosse ontem
Como se fosse agora, minha senhora
As juras de amor que eu jamais
Nunca, não mais, poderei confirmar
Que se eu tivesse uma máquina do tempo
Acho que voltaria àquele momento
Pra novamente ter uma chance... e errar
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