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sábado, 1 de agosto de 2015

Mesa de bar

Quero enfiar o dedo goela a dentro
Adentro a sala, o teu quarto
O teu lamento
Quero vomitar meus medos na sarjeta
Vou mandar a minha conta
Alma lenta
Fecha aqui os teus abraços
Abre mais uma cerveja
E veja bem
A minha sede é da saliva
Que só a tua boca tem
Mas me espera
Quero ir ao banheiro passar um tempo
Me esconder, cagar regra nas vidas alheias
Eu sei que como de boca cheia
Mas a vida anda vazia de sofrer
Olhe pra mim
Vê teu reflexo nos meus olhos
Mergulha aqui nos meus cabelos
Vou te afogar de pensamento
De fulgor e de lamento
Vou matar a tua fome
Com pedaços de minha carne e de querer

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