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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O universo é silencioso - Pedro Venturini.

A poesia que escorre de meus pulsosse desestrutura em minha essência pesadae a liberdade reverbera em meu serfazendo com que o ânimo se torneânsia de cair por ai em busca de algoque eletrize e modifique o estado de equidade dos diassomos jovens em busca do tesão pela vida
que sonham em ser poetas iluminados
sonham em ser os heróis quebrados dos vagabundos
sonham em ser a pura representação da existência inerente
sonhamos em ser nada, pois ninguém é
sonhamos em ser apenas o vazio de possibilidades
que todos nós somos
os jovens, os loucos, os santos de Kerouac
perdidos no vasto mundo sem fim
do Deus piedoso, do Deus bondoso
do Deus cristão-budista das noites sem fim
e dos cânticos hebraico-latinos à beira de uma fogueira
ao pôr-do-sol do eterno amanhã brilhante e santificado
somos poetas, que sonham não com versos
nem estrofes negras e nem com a barbárie das letras
mas sim com momentos dionisíacos
e com ser o Apolo em crise existencial
o profano, o santo, o humano
a benção às margens do Ganges
queremos a vida, a existência delicada,
os mínimos momentos em um prisma solar,
poder reparar até no pó disperso nas mesas,
perceber cada segundo, cada devaneio
cada momento de tesão à pesada vida
que se justifica totalmente em si própria,
queremos ser vivos, mais vivos do que nunca!

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