Pele branca que parece se desfazer
lábios rosados rachados com sangue
cabelos sebosos e irregulares
barba fétida e jogada
reflexo turvo no espelho envenenado
Pensamentos perturbadores congelados no tempo
das manhãs sem café e sem fome
nas quais passei deitado olhando o teto
imaginando relações que se desmancham,
e coisas incompletas, como peças de
- fantásticos dramas teatrais
Intermináveis monólogos essa noite comigo mesmo
e o transtorno obsessivo compulsivo
gritando desesperado palavras profanas,
a ponto de me enlouquecer
O pigarrear,
e Jim Morrison na vitrola
invocando à Nietzsche, em canções de testemunho
à noites mais escuras e solitárias do que essas,
onde o abrigo só existe na memória,
em um tempo em que nada disso precisava ser pensado
A doce tristeza escorre pelo canto da boca,
junto a ela saliva e palavras,
me estranho e paranóia recaí nos cantos da mente
perseguindo um eu amargurado e ferido
em um tempo de penosas tempestades do ego.
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