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terça-feira, 8 de julho de 2014

Quando o caminho vagar.

Luzes vazias das estrelas iluminam a noite
eu sou um barco a deriva
esperando por um caís que não chega,
sem um farol com uma luz radiante,
servindo de guia

 Todos os estrepes do coração
cravados fundo sem vírgulas
ou pontos finais na minha mente,
apenas música em uma dança solitária,
apenas um eu vagueando por um campo
- sob a lua cheia, dançando a dança,
rindo o riso bobo e desgastado

Sou apenas eu, aqui neste quarto fechado,
lendo Pessoa, Álvaro de Campos,
imaginando sobre outros lugares,
e outros tempos, com o mesmo céu
vazio e negro de hoje a noite

Cá estou, imaginando olhares fantasiosos
e beijos em lábios rosados
Cá estou, pobre e perdido,
feito Rimbaud e sua sede
Cá estou, jovem e mortal,
triste demais para fingir ser feliz 
Cá estou, calado demais até para
- fazer notar minha ausência
Cá estou, sem dia nem noite,
sem nomes de amantes para chamar
e sem nem lugares para me esconder
da barbárie de tais pensamentos
que permeiam minha mente
enquanto o silêncio vagarosamente
toma conta da cidade



Música para acompanhar:


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