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domingo, 20 de julho de 2014

Mais de Cem

Meus mais de cem poemas
São todos sem um certo rumo
E eu, de mais, porém,
Tão sem vergonha
Vergonha tal, que eu mesmo tenho
E eu tenho medo
Da multidão solitária
E da cabeça vazia
Oficina do Diabo, que todos temos dentro de nós
E os meus mais de cem poemas
São cartas pequenas
Sem endereço
São flores sem cheiro
Sorriso amarelo sem cor
Eu sei de cor
De coração
Que os meus mais de cem poemas
Não caberão na tua mão
E talvez sumam
Em menos de cem dias
Mas te seguirão cem vidas
Cem versos sem rimas
Cem rimas em versos
Eu sou tão versado
Em teus olhos tão bem marcados
Que os meus mais de cem poemas
Poderiam ser os universos
Do inverso de tudo
Que eu quis sentir
E não pude dizer

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