Estava esquizofrênico, precisava de tempo
pude ir à plenos campos frescos
onde a grama é verde e úmida
sentei em frente ao horizonte
com os pulmões cheios
meditei em Cristo e Buda,
descobri que não era nada
e ao mesmo tempo, sou tudo
fui atingido em cheio por um raio de plenitude
Darma, senti a vida no que me cercava
percebi que eu era tudo o que me cercava
eu era até mesmo o encontro metafísico,
todas as decepções e amores,
o caos, a desordem, o medo
e também a paz e o amor e o sentido
A resposta estava bem ali,
entrelaçada em meus lábios,
como sendo expulsa por minha carne
jogada à fora, à dentro ao mesmo tempo,
o resultado de tudo seria um eu expandido
freneticamente vivo, concluindo então
que eternamente vivo em meus atos
lembranças valorosas dos meus valores
Não havia mais limites,
porque os limites eram eu,
eu poderia me parar e ver o resultado,
eu seria meu próprio Karma,
não havia eterno retorno
apenas idas e vindas em uma busca celestial
Quando abri então os olhos
senti o corpo mais vivo
e senti a vontade de beijar um lábio macio,
senti a necessidade de tocar tudo,
tocar teu corpo,
mesmo à distância,
mesmo sem nem saber quem é você
mesmo sabendo que somos um só,
todos nós, frutos do mesmo mundo,
frutos de nós mesmos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário