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domingo, 22 de dezembro de 2013

Bêbados

Nós perdoamos os bêbados
Não por que eles não sabem o que fazem
Mas por que fazem até sem saber
Tudo aquilo que gostaríamos de fazer
Em segredo

Nós rimos dos bêbados
E os invejamos em silêncio
Pois eles parecem ter a coragem
De fazer tudo o que a gente nunca faz
Por medo

Nós abraçamos as privadas
Enquanto estamos bêbados
E vomitamos em coro sagrado
Por que a culpa é conjunta
E a dor também

Nós andamos aos tropeços
E imitamos os bêbados
Por que ainda quando estamos sóbrios
Queremos sentir a liberdade
Que ninguém mais tem

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