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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O que eu aprendi por aí...

Aprendi que é mais fácil
Partir um coração por pura maldade
Do que ter a coragem
Para assumir os cuidados de um que tenha vontade
E que beleza não é tudo
E não é tudo o que há em você
Pois você tem muito mais qualidades
Que certos mortais

Que tenho jeito e trejeito
De quem tem um certo vazio no peito,
Mas que algum dia te roubo dos planos da terra,
E te coloco onde deveria estar o meu coração,
Por que o mundo, no fim das contas, é uma guerra,
E todos vão querer teu braço se estenderes a mão,
Só que daqui pra quando chegue esse dia,
Terão te levado numa noite fria,

Não sou príncipe em cavalo branco,
E não tenho uma espada brilhante,
Para invadir a torre e sustentar teu pranto,
Tenho apenas meus pés descalços e caminho vacilante
Com uma sacola de amargura caindo aos pedaços,
Porém, se você se dispuser a trazer junto a tua dor,
Te estendo um braço,
Te dou um espaço no meu pequeno disco voador,

Aprendi que por outro lado,
Você não gastaria nem cinquenta por cento do tempo falando em pecado,
E que só dez por cento da vida é para o descanso,
Já que no porquinho eu ponho de dez em dez centavos,
Descobri que não vamos ficar ricos aqui sentados,
Só que ficar em pé cansa muito,
Então me diga, se não se engana,
Quantos dias já durou esta semana?

O mundo tem um jeito mesquinho e pedante,
Que qualquer um de atenção é pedinte,
E escrevem em muros, murais e tijolos,
Com tinta brilhante, seus pedidos rebuscados,
Pois todos são espelhos de seus mundos parados,
Com o silêncio que é néctar da vida,
E tem cor de despedida,
Pois eu faço barulho na hora da partida...

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