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domingo, 10 de novembro de 2013

Dois

Ele sabia,
Por deuses ou por seus demônios,
Ele sabia,
Que todo "sem querer"
Abrigava uma vontade,

E ela, moça esperta,
Fazia-se de boba
Mas ela sabia,
Que o que incomoda,
É a mentira dos outros

Tudo o que restava era uma estranha,
Porém tamanha,
Vontade de bem querer,
Tipo quando, ou quase quando,
Um livro termina antes
Do final que deveria aparecer

Revirava as entranhas,
Do casal tão afastado,
Por planos,
Por cidades,
Pelas linhas dos estados,

Ele tinha estado ali,
Observando com binóculos de saudade,
Sentia falta de alguma coisa estranha,
Não era dela,
E ao mesmo tempo, era

E tudo o que ficou foi dualidade,
Ele pintou na parede,
Ela pintou na pele,
À flor da pele a juventude desgastada,
Dos novos velhos que perderam o frescor,
Dos pedaços de vida que tinham a viver...

E não viveram...

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