Não sei como a gente está.
Só sei como queria estar
Entre uma refeição e outra,
Te observo as feições e a boca,
Me perguntando sempre,
O que a vida precisa,
Pra nos deixar juntos,
E sigo assim,
Eu tento subornar o mundo,
Com as chaves dos castelos de nuvem,
Que eu construo todo dia,
Eu não sei como,
Não sei do futuro e apenas tenho fome,
A indecisão eu como,
Já que sei apenas teu nome,
Rosto, jeito, telefone,
Mas e se for verdade?
Será que eu me privo da minha liberdade
Se fores carcereira numa prisão?
E o tempo passa devagar
Sol nasce quadrado,
Enquanto eu fico me perguntando
Se há algo que me peças sorrindo,
Que eu tenha a má vontade de fazer chorando,
Me pergunto,
Não sei o que tenho nos nós dos dedos,
O que será que falta em nós?
Amarras frouxas,
Mas como devo te atar,
Se não tenho ataduras?
Ainda assim,
Não tenho por que me ater,
De vez em quando faço-me ateu,
Do que talvez sintas,
Quando me sento ao teu lado,
Me sentindo teu
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