De costas
Vejo sombras
E isso tudo é tão místico
Que retoma os pesares da vida
Isso me lembra o mito
Eu minto pra mim
E o que me resta é ver
Na parede mais profunda
Aquilo que parece
Um ser
Um nada
Parece ser e eu acho que é
Eu até concordo
E busco um modo
De me acordar
Nesse mundo tão estranho
De cavernas de mentira
Eu ouço os gritos
Dos semelhantes que procuram
Atenção e a sensação de proteção
Estão todos cegos
Com a luz
De seus próprios egos
Daqui de dentro
Da caverna
Eu vejo tudo distorcido
Por minhas próprias lentes
E talvez um dia eu saia
E me aqueça
Talvez a luz faça com que eu esqueça
Como era boa a caverna
De onde eu via tudo
Mas onde nada me atingia
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