Espero que não
Mas vou vivendo
Um dia depois do outro
Um copo depois...
De tantos outros
Mas espero que não
E vou vivendo
Um olhar depois de tantos
Tantos olhares depois
E vou vivendo
Dormindo nos escombros
Da velha guerra
E reconstruindo tudo
Ou tentando consertar
O velho erro
Ainda espero que não
Quero e não quero
Então largue a minha mão
Eu quero segurar a garrafa
Talvez pegar o telefone
E discar
Pra a emergência
Na urgência do meu vômito
É tão estranho
E tão icônico
Tão errado
E tão irônico
Mas assim
Todos os rostos tornam-se um
Então assim
Eu nunca mais cantei verso algum
E sei que preciso parar
De me prender a tanta lembrança
É que faz tempo que eu não sou criança
E não quero as migalhas
Então espero que não
Eu só espero a minha bebida
Com gelo e limão
Por que tentei quinhentas vezes
E quinhentas falhei
Daí é bom
Que eu espere que não
E não espere do mundo
Nada mais que ilusão
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