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terça-feira, 3 de junho de 2014

O castelo e os covardes

Hoje, muito bem
A cegueira foi embora
E o mundo acordou
Hoje... Oh, meu bem
As pragas já se foram
E a vida se reiniciou

Mas lá da torre do castelo
Os covardes ainda espreitam
E gritam por socorro
E eu só corro
Pra bem longe dali

Por que, minha querida
Lá no fundo dessa vida
Não vale a pena esperar
Pela ajuda de ninguém
Somos todos piratas
Todos falsos
E sem nenhum dilema moral

Mas, meu bem
Eu trago as boas novas
Nem tão novas assim
A guerra acabou
Mas o fogo nunca teve fim
Afinal, ninguém esteve a fim
De apagar
Ninguém era tão afim
Pra se importar

Então os covardes
Ainda estão em seus porões
Se escondendo
Dos fantasmas e dos vilões
Mas hoje, muito bem
A morte tem cheiro de mudança
Enquanto todo louco dança
Sem saber o que fazer

Mas nossas muralhas
Já estão desabando
(Eu não estou reclamando)
E nossas migalhas
Estão acabando
(Eu não estou me alimentando)

E o que será
Que os covardes vão fazer
Quando não tiverem mais
Onde se esconder?

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