Estou pensando em renunciar a tudo isso,
a dizer adeus à essa miséria
me livrar dos desencontros do acaso,
a rotina maldita, a sordidez que nada embriaga
renunciar à meu próprio nome!
Esta é minha renuncia,
à todo desapego,
ao cúmulo do mal desejo,
à tudo que não seja agradável,
aos vícios que nos afastam
ao medo desolador
Ah a renuncia do ser,
que ato mais puro este,
nos defende de nós mesmos,
cria uma imagem imaculada à qual nos protegemos,
fugimos do assustador eu maligno,
encharcados de narcisismo barato!
Oh furioso eu que despertais,
poupe-me ao menos de suas sórdidas verdades
Oh reflexo que no espelho torna-me real,
não permitas que eu me entregues com tamanha facilidade
Oh conforto que abraça-me,
não permitas que eu derrame uma lágrima!
Oh Rimbaud que ressoa feito infinito eco na madrugada,
livra-me de tamanhas mentiras contadas!
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