Quem o vê parado
Não vê de verdade
Quem o vê andar
Não vê o todo
Água com açúcar
Não é doce
A água doce corre no rio
Água com açúcar não corre
Ela escorre goela abaixo
Quem o vê sozinho
Não o sente
Quem senta ao seu lado
Não é inocente
Água com açúcar
Não é do ser
Ela é de fora
E vem da cana
Ainda assim
Água com açúcar não vem pelos canos
Levaria anos pra mudar os planos
Mas quem o vê
Não vê
E quem não vê
Nunca sabe
Nunca sabe como é
Não, não sabe
Como é
Como é esperar que isso acabe
Sabendo que nunca acabará
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