cada um vive preso em seu apartamento
com sua doce dose de loucura contemporânea
o acido lisérgico é a rotina daqueles quais a vida
se resume a depressão do trabalho privado de felicidade
o estresse do imoral, o feio e sujo que não é bonito aos olhos
de quem vê, de quem sente na pele a dor de não poder mudar as coisas
e o grito, o suave deleite dos loucos
perdidos na praça moral da inconsciência
loucos a ponto de não verem
que a verdadeira loucura se escode no que é normal
no que é belo e menos trágico, o que não é cômico por natureza
e no fundo todos choramos, vocês sabem disso, não é?
Todos, todos temos um balde de lágrima embaixo de nós,
que me atire uma bala 9mm aquele que nunca foi dormir
com um peso no coração e a vontade de abrir a janela
e gritar: "mundo eu não te entendo!"
Todo o ódio, o preconceito, a repulsa e ainda ousam
falar em amor, todos os sentimentos baratos vendidos
e comprados na feira por míseros centavos, "troca-se um
sentimento por um coração partido",
cheirando sua maldita cocaína na tentação de fugir para
um paraíso terreno inexistente, com medo de encarar sua dor
a cidade nunca dorme por que as pessoas se odeiam
e se odeiam sob o luar e fumaça da noite,
se odeiam por que o tempo todo só pensam em si mesmas,
se odeiam por que não hipócritas e temem a verdade
temem o amor, aquilo que pregam como amor, não é amor é dor!
e meu Deus e seu Deus, penso nele quando me sinto só,
penso em todas as almas presas na dor do desconforto
causado pela necessidade do que é vão
penso na matéria, na dissolução, no medo,
na beleza oculta da paixão, na inocência da criança,
e nas garras do lobo selvagem acariciando a presa,
tento estabelecer minha conexão de fé, para me manter vivo,
lúcido, calmo, transparente, verdadeiro
autônomo!
O medo da solidão da morte, não estarei só quando morto,
estarei junto a Deus, e o frio que me consome, e o temor,
o terror, raios brilhantes clareiam o céu, asas angelicais
em um clarão cegante, que abruptamente rompe a vida.
Água para a cede humana, alimento para a fome humana,
bombas atônicas distorcendo nêutrons,
um carro veloz esmagado em um poste de alta tensão
faíscas de morte de dor, dinheiro selvagem comprando almas
e lavando as mãos como Pilatos, o fascínio pela violência urbana,
corrompido, critérios morais não impostos pela natureza,
e a fagulha de uma revolução sem sentido, marcada
por mais ódio entre iguais e o protesto desfigurado,
o sangue inocente mancha para sempre, na marca
da corrupção e os valores invertidos de uma
sociedade secreta hepática.
Transfusão de sangue, conta gotas periódico,
doenças loucas sanguinárias que vão extinguir o homem
perante aos seus arranha-céus de dor e guerra, e suas
fortunas bilionárias investidas em peças de plástico
e novos modelos de paralamas não justificam tamanhã dor
o homem deve sim crescer, mas em paz,
lâminas ácidas em chuvas afiadas cortam
corações.
A cidade não dorme
por que além de ódio têm medo
e o medo frusta, alimente a alma antes da conta bancária
sorria antes da fortuna milionária, use a alma e o espirito
antes da bagagem intelectual, cresça com a natureza que há
em nós, o pássaro selvagem uma vez livre canta alto
pois aprendeu como deve seguir, o que é seu acaba onde
começa o que é meu e o que é meu não atrapalha o que é
seu, isso não é comunismo ultrapassado ou correntes filosóficas de anos
luz em um passado sombrio, é a necessidade de fugir da catástrofe do coração,
a necessidade de apagar os fantasmas e acender as luzes da humanidade
interior de cada ser, a luz divina que brilha e ilumina mentes,
o coração sem maquiagem, o sentimento verdadeiro,
talvez meu amor, amor, o amor.
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