Leminski dizia que é fácil ser
poeta quando se têm 17
mas e dezoito?
será mesmo que os versos vão...
começar a se enrolar?
e não vão voltar?
será que os papéis ficaram
todos, todos jogados
na gaveta do esquecimento?
o sorriso bobo da adolescência
despreocupada desvanece-se
com o peso da responsabilidade?
mais um ano de vida
e planos, planos abarrotados
planos lotados
como os vagões do trem
na hora do rush
com o sol se pondo
em meio ponto
Ah que peso é esse?
sair da adolescência com
tamanho frescor
e meu rosto pálido
continua o mesmo
também meu hálito
meus olhos castanhos
no espelho embaçado
e meu cabelo enrolado
todo bagunçado
continuo eu mesmo
e aqui se vai mais um verso
sem rima nem métrica
idade ou maturidade
potencias estrelares
compulsórias
entrando em combustão
instantânea
Dez & Oito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário