exatamente quando o prisma pinta
a vida de alguma cor qualquer
o vento frio ensolarado de uma manhã
bem cedo, ás 6:00 horas
seus cabelos levados pelo vento
sua vida consumida
Desde que vivo finjo ser eterno
não ter medo da morte é mais fácil
do que encarar a dura realidade
tudo que fiz ficará para traz como sombra
do homem que um dia fui
quando finalmente minha alma
se desgarrar deste mundo e ascender
a outro lugar reconfortante,
talvez ao lado do nosso senhor
Matéria ou memória eis a escolha
ter o luxo ou o momento
decida,
antes que doa de mais para conter
e o espirito se vá em vão
Declaro aqui morto o medo
pois sou capaz de admitir
que jamais serei eterno
sou capaz de admitir
que deverei viver
no amor,
devorando cada pedacinho
de sentimentos que puder
catapultando meus momentos
á euforia e ao êxtase
vivendo a delicadeza de uma fria manhã
de inverno na qual o vento frio sopra janela á fora
e a cidade se esconde por detrás de seus casacos
frios e o amor surge incandescente,
viver a vida como uma longa viajem
na qual a recompensa não está ao chegar ao final
mas sim por toda a louca estrada.
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