Eu vivo o presente,
Mas ando de costas,
Eu deixo o futuro pra trás,
Como surpresa,
E olho tudo o que está no passado,
Eu não vejo o que vem por aí,
Só os destroços da minha passagem,
Deixemos de bobagem,
Tropeço em pedras do mundo doente,
Que eu mesmo ajudo a criar,
E nas praças eu vejo somente,
Pessoas cegas que nada conseguem ver,
Não diferem uma lágrima de alegria,
De um sorriso de dor,
Eles não sabem o que é um abraço de ódio,
Ou um tapa de amor,
E eu caminho de costas seguindo em frente,
Vivendo o presente mesmo estando ausente,
Meu corpo já não é meu,
Eu me olho de fora,
Deixei os meus passos em piloto automático,
E o compasso em desespero estático
O meu passo errante pisa em tudo,
O que houver de bom, de mau... De imundo,
Eu ando pra trás,
Mas chego na frente...
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