Me perdoe,
Se nunca mais te escrevi palavras tortas,
Em cartas superficiais,
Daquelas que mandamos pra pessoas quase mortas,
Que nós um dia amamos e deixamos para trás,
Peço desculpas,
Por minhas culpas tão sinceras,
E ainda assim não me arrependo dos caminhos,
Tão sinuosos que um dia eu trilhei,
Se você ainda estiver lendo,
Perdoa então as ligações fora de hora,
E as mensagens sem motivo, sem sentido,
Que só expressam o que eu estou sentindo,
Ou talvez não...
Diga então que está tudo bem,
Que não fiz mal em te acordar de madrugada
Por nada,
Diz que não foi nada,
E eu agradecerei a compaixão,
Se é com paixão que eu te escrevo certas frases,
Só pra queimá-las logo após no meu fogão,
Mas me desculpe de verdade,
Se eu não te mostro tão bem esta cidade,
E entretanto, não vejo necessidade,
Para tanta comoção,
Eu bem sei que só demonstro ambiguidade,
Só que um carinho muitas vezes é carinho,
Mas sai mais caro que um soco,
E dói mais que um chute na metade do caminho,
Eu me arrependo se não te disse um dia,
Que certas coisas mudam as pessoas para sempre,
E uma delas é não dizer o que se sente,
Só pra mentir pelo direito de estar perto infinitamente,
Porém, desculpe se mudei,
Algum dia mandarei o endereço,
Mas o meu corpo estará no mesmo lugar...
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