27 milhas a leste de Los Angeles
6 de outubro de 1968
cabelos ao vento estrada em rumo ao infinito,
a cidade das luzes e dos anjos caídos
óculos negros refletindo o futuro
e um ford mustang rompendo a velocidade do som
um mito ou um homem?
Apollo ou Dionísio?
Inocente ou profano?
Nietzsche e o supra humano...
Velhos cantos indígenas e um mantra do outro lado do mundo
Karma, Dharma e outras palavras sagradas
Wicca e o neopagão
Uma barraca hippie em meio ao outono chuvoso
Mary Jane em flores psicodélicas pintadas em quadros
e o ancião um velho shaman guiando uma tribo em rumo a lugar algum
o grave em sua voz faz-se ecoar por todo o mundo como o rugido do leão
rouco e desgastado pelo tempo exposto ao ácido lisérgico
& aos bares de whisky do Alabama
um novo Kerouac à frente de sua geração
um viajante inspirado, o intelectual
pensador e filosofo perdido
o jovem revoltado e altamente inteligente
o poeta apaixonado
Pam a musa e sua casa na rua do amor
a garota perdida na cidade das luzes
almas entrelaçadas em amor profundo
além de conceitos
além de historias
apenas puro amor, vívido como deve ser
Então o poeta vai ao teu próprio exílio
nas ruas por onde Rimbaud andou
procurando não se sabe pelo o que
talvez por si próprio a figura á muito perdida
ou por Apollo
ou por Oscar Wilde no Père Lachaise
escutando baixinho sobre Allan Kardec
Já gasto pelo tempo, e novas melodias
e a marca de sangue no canto da boca
a tosse incansável noite após noite
o efeito do álcool ou de si próprio?
talvez da lenda que criaste...
E o fim seu belo amigo o fim
de seus planos elaborados, o fim
de tudo que resta, o fim
em uma triste banheira, o fim
Sua Deusa em alguma rua de Paris
ruiva com os cabelos em chamas
chorando envolta em lágrimas
o amor infinito
Jim & Pam.
*musica para acompanhar o poema.
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