Antes que pergunte, estou atento
A porta de fora, também é a de dentro,
E se você sair, fique sabendo
Que eu vou entrar de novo em mim,
Para ver o que mudou
Desde quando eu te deixei morar
Nesse meu pobre coração
De moço pobre e amargurado
Que não tem onde cair apaixonado
E até me lembrei daquele dia,
Eu deitado, você do lado,
Enquanto me dizia estar com medo do escuro,
Me convencendo a derrubar meu muro,
Que eu construí com cuidado
Para não ser tão perturbado
Por essa vida tão vazia,
De quem enche o coração
E esvazia a cabeça,
Hoje eu dirijo pela contramão
Pra me punir de toda a culpa
Que eu não tenho,
Eu faço um desenho
Pra mostrar, num guardanapo,
O que eu acho dos teus lábios obscuros,
E de novo vem os muros,
Abre a porta, ou a janela,
E deixa a luz entrar...
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