Sentem-se aqui, queridos amigos,
Venham julgar o rapaz perdido
Que encontra-se prostrado diante de vocês
Vamos, digam-me d'uma vez...
Eu era mais maduro aos 16?
Aqui no Juri, minha família,
Aquela de sangue,
Das minhas veias,
Velhas veias,
Este é um problema ético,
Deveras genético,
Vamos, seres do meu bem querer,
Digam-me d'uma vez,
Eu era mais maduro aos 16?
Batendo o martelo,
A minha consciência,
Se é que eu já tive,
Ah, como é gorda,
Macaco, me morda,
Vamos, consciência,
Com toda a ciência,
Diga-me d'uma vez,
Eu era mais maduro aos 16?
Sabe a pergunta?
Sábia pergunta,
Estou condenado à perpétua na cadeira elétrica,
E uma injeção letal para dormir em paz,
Que paz, rapaz?
O homem nunca terá calma,
Se não for fingida,
O homem perdeu a alma,
Numa ladeira decidida,
Que paz então?
Diz-me de vez,
Eu era mais maduro aos 16?
Na platéia, todo o resto do mundo,
Do figurão ao vagabundo,
Do quase limpo ao imundo,
Vamos lá, mundo estranho,
Diga-me d'uma vez,
Eu era mais maduro aos 16?
Eu quero a resposta no fim do mês...
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