Estava deitado de costas na cama falando com ela:
"- As pessoas passam tão rápidas por nós na rua,
nos bares, shoppings lotados e no cotidiano,
mal temos tempo de adivinhar
que talvez pudessem ser importantes pra gente
ou ajudar a fazer nossa vida diferente".
"- Diferente como?"
Olho no profundo castanho claro em seus olhos
uma cor que beira o mel...
Ela me encara e sorri com aqueles lábios vermelhos de batom
"- Só diferente, sabe a gente têm que dar a chance"
"- Chance de que?"
"- De tentar mudar tudo"
"- Mudar pra que?"
"- Por que ficar parado...
ficar parado não leva ninguém a lugar algum"
"- Por que essa pressa em ir à algum lugar?"
"- Não é só o lugar...
a vida...
a vida é muito curta"
"- E triste
muito triste" - disse ela.
nos viramos de costas um para o outro,
senti sua respiração profunda
levantei-me peguei uma cerveja no congelador
o rádio tocava uma musica parada e ainda mais triste que nossas vidas
era domingo...
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