Venho aqui todos os dias
Até nas madrugadas frias
E dias de calor bandido
Venho aqui te espiar na janela
Já nela não te vejo
Não vejo onde está você
Vou ser dadaísta
E dar entrevista para uma revista,
Para imortalizar a busca
Na esperança de ver teus olhos mais uma vez,
Talvez então eu abra a boca e diga
De alma dividida, o que foi que você fez,
Não foi nada de mais,
Nada suficiente para ir aos jornais,
Mas pare aí,
Não fique evitando as janelas,
Já que é nelas que posso te ver,
Veja bem, eu venho aqui todas as horas
Não tenho muito o que fazer
Faço meus os minutos
Menos tudo o que posso entender,
Não trago flores,
Trago a fumaça dos caminhões
Caminho por aí,
Entre os carros, entre os escárnios
Entro pela janela,
Já nela posso te encontrar
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